O pobre tem uma relação especial com seu carro. Parte da demonstração de amor e cuidado com esse objeto inclui sua personalização, de maneira descaracterizá-lo totalmente, tornando-o tão diferente quanto possível do que era ao deixar a fábrica, em tempos longínquos.
Essa personalização inclui, em 10 de 10 casos, filme no vidro. O mais negro possível, claro. Daqueles que não deixam você ver o que tem dentro, nem o pobre ver o que tem fora. Ou seja, daqueles tipos de insulfilm que só tornam possível que se trafegue durante o dia, em dias ensolarados. Isso mesmo: por isso que você vê muito esse tipo de veículo na orla, no fim de semana.
Ah, um detalhe: o ideal é quando a cor do veículo contrasta com a negritude do filme, como acontece, por exemplo, em carros brancos, vermelhos, dourados, etc.
Outro acessório do carro tunado de pobre (atenção para o pleonasmo) é o aerofólio, peça indispensável para quem quer enfeiar o carro e ao mesmo tempo gastar mais combustível.
Rebaixar o automóvel também é uma medida muito popular. Assim como o escapamento barulhento, para parecer que o carro tem "turbo", saca? Para o pobre, passar dentro de túnel é um sonho, pois ele consegue incomodar um maior número de pessoas.
Aliás, incomodar o máximo de pessoas é um objetivo constante do pobre que investe suas economias no carro. Ele pode estar com o nome sujo na praça, estar sem emprego, sem mulher, o escambau. Mas o verdadeiro pobre amante de carro gasta sua graninha num sistema "animal" de som.
Ele gosta de se exibir em sinais fechados, ou passar devagarinho por algum point que não tem cacife para freqüentar. Com o som no máximo volume e o carro (o dele e o dos outros) vibrando, o pobre atinge o auge da felicidade.
Nota: é impressionante como, nesses casos, invariavelmente a potência do som é inversamente proporcional à qualidade da música ouvida.
Por fim, é necessário que o pobre e seus companheiros possam identificar seu veículo de longe e, para isso, adesivos de lataria (se forem religiosos, melhor) e penduricalhos de espelho são ideais.
domingo, 26 de junho de 2005
domingo, 19 de junho de 2005
Botafogo
Ok, eu tô agora trabalhando em Botafogo. Eu poderia dizer que, por causa disso, eu odeio ir a Botafogo. Mas a verdade é que eu já odiava Botafogo antes mesmo de ter qualquer vínculo (ainda mais um desagrável, como o trabalho) com aquele lugar.
Botafogo é um bairro escroto. Simplesmente isso. É na Zona Sul, mas parece que é na... Hm... Eu diria Zona Norte, mas seria sacanagem com a Zona Norte. Eu já morei na Zona Norte, e lá era legal. Pode até não ser "Ipanema-Leblon-Gávea" legal, mas ainda assim legal. E Botafogo não é.
Eu ando uns 2 quarteirões pra ir do estacionamento ao trabalho, e uns 3 para ir até o restaurante da hora do almoço. O que tem de gente estranha, mendigo, boteco, oficina, feira e barraca disso e daquilo na rua, é brincadeira.
Sem contar que em Botafogo é default levar o cachorro pra cagar na calçada. Não no canteiro, no meio-fio, ou na rua. Mas no MEIO da calçada, mesmo. Tem uma rua lá que é merda de cachorro do começo ao fim, tudo espalhado na calçada, como um patê numa fatia de pão.
Putaqueopariu. Eu odeio aquele lugar. Até o shopping é uma merda.
Botafogo é um bairro escroto. Simplesmente isso. É na Zona Sul, mas parece que é na... Hm... Eu diria Zona Norte, mas seria sacanagem com a Zona Norte. Eu já morei na Zona Norte, e lá era legal. Pode até não ser "Ipanema-Leblon-Gávea" legal, mas ainda assim legal. E Botafogo não é.
Eu ando uns 2 quarteirões pra ir do estacionamento ao trabalho, e uns 3 para ir até o restaurante da hora do almoço. O que tem de gente estranha, mendigo, boteco, oficina, feira e barraca disso e daquilo na rua, é brincadeira.
Sem contar que em Botafogo é default levar o cachorro pra cagar na calçada. Não no canteiro, no meio-fio, ou na rua. Mas no MEIO da calçada, mesmo. Tem uma rua lá que é merda de cachorro do começo ao fim, tudo espalhado na calçada, como um patê numa fatia de pão.
Putaqueopariu. Eu odeio aquele lugar. Até o shopping é uma merda.
quarta-feira, 1 de junho de 2005
Faça o que eu digo, não faça o que eu faço!
Adoro discursos inflamados sobre hipocrisia, de gente hipócrita.
Piro com relatos sobre a importância da generosidade, por gente mesquinha.
Gozo, só de ver o valor da honestidade ressaltado por gente corrupta.
Fico extasiada quando a lealdade é valorizada por gente desleal.
Poderia continuar, por páginas e páginas... Afinal, é assim desde que o mundo é mundo, não?
Todos juntos, agora: um grande FODA-SE para coerência!!! Êêêêêêê... \o/
terça-feira, 31 de maio de 2005
Sentimentos conflitantes
Eu poderia dizer que, de vez em quando, sou um poço de contradição. Não um Yin e um Yang que se complementam, mas que são antagônicos.
Às vezes algo não acontece e eu penso "que bom que não", ao mesmo tempo em que sinto "que pena que ainda não".
Saco. Um dia eu jogo tudo pro alto e só faço o que eu quero.
quarta-feira, 25 de maio de 2005
Phase II begins:
Uma pessoa acreditou e depositou sua confiança em mim. Tenho por ela um grande sentimento de carinho e gratidão.
Eu fui lá, fiz o meu melhor. Consegui cumprir minha função, espero não ter decepcionado.
Agora, outra pessoa decidiu me dar uma chance, confiar em mim.
Emprego melhor, salário melhor. Mais desafios, mais criatividade, mais responsabilidade. Outra experiência.
Mais um que aposta na "desconhecida" aqui. E mais um que eu espero não decepcionar.
Eu fui lá, fiz o meu melhor. Consegui cumprir minha função, espero não ter decepcionado.
Agora, outra pessoa decidiu me dar uma chance, confiar em mim.
Emprego melhor, salário melhor. Mais desafios, mais criatividade, mais responsabilidade. Outra experiência.
Mais um que aposta na "desconhecida" aqui. E mais um que eu espero não decepcionar.
sábado, 21 de maio de 2005
Até que se prove o contrário
Dica para ganhar uma discussão ou se criar um mito:
É muito mais difícil provar que uma coisa NÃO existe do que provar que ela existe.
Exemplo:
Se eu quiser, eu posso sair por aí dizendo que eu falo esperanto. Você vai chegar para mim e dizer: _ Mentira, você não fala esperanto. Prove-me.
Ao que eu vou responder: _ Prove-me você de que eu não falo esperanto.
Então, naturalmente, você vai me mandar falar ou ler algo em esperanto. E eu, naturalmente, vou me recusar. Você, naturalmente, vai presumir, a partir da minha recusa, que essa é a prova de que eu não falo a língua e, na sua cabeça, a discussão estaria ganha.
Besteira. Você não provou nada.
Eu posso te enrolar e alegar que eu não li nem falei nada porque não quis, porque não estava com vontade. Ainda que alguém venha falar comigo em esperanto e eu não responda, você não poderá PROVAR que eu não estava entendendo o que foi dito. Ainda que a minha vida dependesse de uma informação essencial que só pudesse me ser fornecida em esperanto, eu poderia justificar dizendo que preferia morrer a falar esperanto.
Assim, a discussão se arrasta por horas e, apesar de você ter certeza, na sua cabeça, que eu não falo a porra do esperanto, você não pode provar, tecnicamente, para fins legais ou de maneira absoluta e incontestável, que eu NÃO falo a porra do esperanto.
É como o Seinfeld no episódio da corrida. "I choose not to run".
Perfeito. Redondo. Incontestável. E irritante pra caralho.
Se você quer ganhar uma discussão, é simples: procure um ponto de vista que não pode ser provado em contrário.
PS: Provar que eu efetivamente falo a porra do esperanto seria bem mais fácil.
É muito mais difícil provar que uma coisa NÃO existe do que provar que ela existe.
Exemplo:
Se eu quiser, eu posso sair por aí dizendo que eu falo esperanto. Você vai chegar para mim e dizer: _ Mentira, você não fala esperanto. Prove-me.
Ao que eu vou responder: _ Prove-me você de que eu não falo esperanto.
Então, naturalmente, você vai me mandar falar ou ler algo em esperanto. E eu, naturalmente, vou me recusar. Você, naturalmente, vai presumir, a partir da minha recusa, que essa é a prova de que eu não falo a língua e, na sua cabeça, a discussão estaria ganha.
Besteira. Você não provou nada.
Eu posso te enrolar e alegar que eu não li nem falei nada porque não quis, porque não estava com vontade. Ainda que alguém venha falar comigo em esperanto e eu não responda, você não poderá PROVAR que eu não estava entendendo o que foi dito. Ainda que a minha vida dependesse de uma informação essencial que só pudesse me ser fornecida em esperanto, eu poderia justificar dizendo que preferia morrer a falar esperanto.
Assim, a discussão se arrasta por horas e, apesar de você ter certeza, na sua cabeça, que eu não falo a porra do esperanto, você não pode provar, tecnicamente, para fins legais ou de maneira absoluta e incontestável, que eu NÃO falo a porra do esperanto.
É como o Seinfeld no episódio da corrida. "I choose not to run".
Perfeito. Redondo. Incontestável. E irritante pra caralho.
Se você quer ganhar uma discussão, é simples: procure um ponto de vista que não pode ser provado em contrário.
PS: Provar que eu efetivamente falo a porra do esperanto seria bem mais fácil.
quarta-feira, 18 de maio de 2005
Faxina
Hoje eu terminei mais cedo o que tinha que fazer no trabalho, e pensei "beleza! Vou ficar bundando na net...".
Fiquei decepcionada de encontrar todas as comunidades do Orkut paradas, um no donut atrás do outro... Um saco.
Me deu a louca então, e resolvi fazer uma limpa nas minhas comunidades. Há um tempo atrás eu já tinha feito isso e, de 44 comunidades, tinha passado para 25. Hoje, consegui ficar com apenas 9.
Como o Orkut anda mais que lerdo, pelo menos agora eu eliminei um clique de mouse do processo e consigo acessar todas as comunidades da minha home. Além do que, eu não postava mais nas outras mesmo, eram só um statement. Então não fez diferença.
Ninguém atualiza mais o fotolog, ou seja, nada para ver por lá as well.
Como também não tiro fotos novas há um tempão e perdi o tesão de discutir com as baranguinhas invejosas que me deixavam recadinhos desaforados, desencanei do flog. Pelo menos até sentir vontade de postar novamente.
A única coisa que ainda mantenho com uma certa disciplina é essa porcaria aqui.
Fiquei decepcionada de encontrar todas as comunidades do Orkut paradas, um no donut atrás do outro... Um saco.
Me deu a louca então, e resolvi fazer uma limpa nas minhas comunidades. Há um tempo atrás eu já tinha feito isso e, de 44 comunidades, tinha passado para 25. Hoje, consegui ficar com apenas 9.
Como o Orkut anda mais que lerdo, pelo menos agora eu eliminei um clique de mouse do processo e consigo acessar todas as comunidades da minha home. Além do que, eu não postava mais nas outras mesmo, eram só um statement. Então não fez diferença.
Ninguém atualiza mais o fotolog, ou seja, nada para ver por lá as well.
Como também não tiro fotos novas há um tempão e perdi o tesão de discutir com as baranguinhas invejosas que me deixavam recadinhos desaforados, desencanei do flog. Pelo menos até sentir vontade de postar novamente.
A única coisa que ainda mantenho com uma certa disciplina é essa porcaria aqui.
segunda-feira, 16 de maio de 2005
Siglas
Existem um monte delas que são usadas no dia-a-dia. Eu acho legal e uso bastante, informalmente.
Tem as comuns que todo mundo sabe o que significa, como por exemplo: FDS.
Tem as que a galera usa na net, tipo LOL, ROFL, etc.
Há ainda as mal educadas, legais para xingar alguém por escrito quando se está com preguiça de digitar tudo por extenso: "Ah, PQP, bando de FDP, VSF!"
Tem as chiques, como RSVP, e as analfabetas, como CB (= sangue bom) e GG (= joinha, joinha).
E, para quem fala o idioma, ainda tem as siglas em inglês, como ASAP, WTF, MIA, DOA, AWOL, etc. etc.
Eu acabei de criar uma sigla: MACUBCN.
Mas não vou dizer o que significa, hehe. :)
Tem as comuns que todo mundo sabe o que significa, como por exemplo: FDS.
Tem as que a galera usa na net, tipo LOL, ROFL, etc.
Há ainda as mal educadas, legais para xingar alguém por escrito quando se está com preguiça de digitar tudo por extenso: "Ah, PQP, bando de FDP, VSF!"
Tem as chiques, como RSVP, e as analfabetas, como CB (= sangue bom) e GG (= joinha, joinha).
E, para quem fala o idioma, ainda tem as siglas em inglês, como ASAP, WTF, MIA, DOA, AWOL, etc. etc.
Eu acabei de criar uma sigla: MACUBCN.
Mas não vou dizer o que significa, hehe. :)
segunda-feira, 9 de maio de 2005
Panela de Pressão
Sabe aquelas frases perfeitas para determinadas situações, que você sonha um dia poder usar no contexto para o qual foi criada?
Exemplo hipotético: um cara tá comendo a mãe do chefe. Aí chega o chefe e fala pra ele “porra, Fulano, deixa de ser viadinho!”. E o cara se depara com a oportunidade de usar a melhor frase do mundo nessa hora, uma sob encomenda...
O único problema é que se ele retrucar “pergunta pra sua mãe se eu sou viadinho”, ele será demitido. E então ele engole a frustração e deixa a resposta dos sonhos ir embora.
O chato é que sempre que o timing é perfeito, algo te impede de falar. Isso mata, sabia?
quarta-feira, 4 de maio de 2005
Notas randômicas
- Aruba é um lugar onde venta muito, mal dá pra ficar na praia sem levar chicotadas da areia.
Acho que tem um portal dimensional que traz o vento de Aruba direto para a porta do meu trabalho. Do outro lado na rua, não tem vento. É só na calçada da empresa. Sinistro.
Uma coisa curiosa, é que o vento sempre sopra de trás pra frente, independente da direção em que você esteja indo. Vire eu para a esquerda ou para a direita, não importa. O cabelo sempre vai parar na minha cara.
- Eu sempre pego a mesma música, no mesmo lugar do trajeto casa/trabalho: “I got my mind set on you, I got my mind set on you”...
Na volta também toca uma música, mas nem sempre no mesmo trecho. Geralmente, eu tô na praia de Copacabana, quando ouço “I love you just the way you aaaaaaare”.
Maneiro.
- Esqueci de carregar meu celular hoje, e não trouxe o carregador. Arrumei um aqui da mesma marca do meu telefone. Parece igualzinho ao meu. E encaixou.
Espero que o celular não exploda, ou que a bateria não dê um piti e pare de funcionar direito.
- Acabei de pegar uma jujuba mutante: metade vermelha, metade cor de abóbora. :)
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