quarta-feira, 22 de dezembro de 2004

Sempre assim...


Eu reclamo, reclamo, mas a verdade é que eu adoro Natal. Odeio Reveillon, mas adoro Natal.

Natal é época de ficar com a família, e eu adoro minha família. Época de presentes, e eu adoro dar e ganhar presentes. Época de mesa farta, e eu adoro comida. Época de compras, e eu adoro comprar e gastar. Época de preparativos, e eu adoro arrumar a árvore e essas cafonices todas. Até de escrever os cartões pros poucos amigos que eu tenho, eu gosto.

O que mata é a ansiedade, o cansaço da correria, a adrenalina de ter que comprar presentes na última hora e a falta de grana no fim do ano. Mas sem isso, não seria Natal.

Eu reclamo, eu sei. Mas é força do hábito.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2004

Girls´ Day Out

Acordar cedo, fazer uma coisa chata, rapidinho. Pegar um táxi e atravessar a cidade para convencer um velhinho rabugento a fazer o que eu quero. Esperar ele fazer. Em seguida, visitar um lugar pela primeira vez. Sair dali e comprar coisas que eu adoro comprar, mas não necessariamente estou precisando.

Tudo isso enqüanto conheço ao vivo uma pessoa da qual já gosto.

Será divertido.

RESET

Hoje eu dormi 12 horas, ininterruptas, sem sonhar. Não vi nada, não ouvi nada, não estou com dor nas costas nem no pescoço.

Resetei meu cérebro.

O timing não podia ter sido melhor, já que o fim de semana vem aí.

Por enqüanto, mais energia e disposição. Vamos ver quanto dura, até começar a tortura de novo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2004

Pesadelo Natalino

É... Noite virada. 6:53 da manhã. E a anta aqui só agora lembra que marcou compras de Natal com a mãe, no Barrashopping. Taquiupa, tô ferrada.

Andar durantes algumas HORAS, de salto alto, num shopping que certamente vai estar entupido de gente. E tudo isso com sono e, obviamente, aturando esporro da minha mãe (que vai notar minha cara de sono, óbvio).

Pior: pra comprar presentes pros outros. Pra amigo oculto. Amigo oculto esse que eu nem sorteei, sortearam pra mim. Nem sei quem eu tirei, minha mãe que sabe.

Até uns 3 anos atrás, eu curtia Natal. Depois foi perdendo a graça, agora eu acho uma inconveniência.

E pior que eu ainda nem sei o que eu quero ganhar...

sexta-feira, 10 de dezembro de 2004

Cheiros

De todos os meus sentidos, o olfato talvez seja um dos mais apurados. Eu sinto cheiro de tudo, antes de todo mundo. Qualquer cheiro de gás, de queimado, me preocupa e eu saio correndo, enqüanto o resto das pessoas nem se liga no que tá acontecendo.

Enfim, resolvi escrever hoje aqui para falar de cheiros bons. Cheiros que trazem lembranças... lembranças ótimas. Vou listar alguns dos cheiros que me deixam feliz, e dos quais eu tenho saudade:

- Cheiro de loja de departamento... Alguém lembra do cheiro da Sears?

- Cheiro do cookie fresquinho que vendia no quiosque da Mesbla (ngm vai lembrar, mas eu lembro).

- Cheiro de bala Supra Sumo de limão... Delícia! Estragaram a porra da bala metendo hortelã no meio. Sacrilégio.

- Cheiro de bebê... Lembro de quando minhas primas eram pequenas.

- Cheiro de shampoo de maçã verde da L´Oreal, que não fabrica mais.

- Cheiro do brilho de moranguinho da Avon, que voltaram a fazer. Comprei por esse motivo.

- Cheiro de sauna, de eucalipto. Me deixa feliz.

- Cheiro de bisnaga quentinha... AAAAHHH, saudade!

- Cheiro de praia.

- Cheiro de caderno novinho, quando começavam as aulas.

- Cheiro de chiclete Azedinho-doce.

- Cheiro do extinto rocambole de chocolate da Pullman, que vinha com faquinha (sim, eu consigo sentir o cheiro até hoje).

- E, at last but not least... Cheiro de Caladryl! Ô cheiro bom do cacete! Me lembra meus verões da época em que filtro solar não existia, e a gente ficava ardido e cor-de-rosa... E só conseguia dormir à base de muito Caladryl. Coisa boa...

Com licença... Vou comprar um Caladryl pra cheirar.


quarta-feira, 8 de dezembro de 2004

Apelo

Amiguinhos, por favor atendam ao apelo de uma criatura ansiosa, curiosa, obsessiva e paranóica...

Ao comentarem, identifiquem-se, sim?

Obrigadinha!

Um beijinho para todos!

terça-feira, 7 de dezembro de 2004

Trocando figurinhas

Conversando e trocando idéias, a gente adquire conhecimento.

Falando de diversas coisas com um amigo no MSN, conversa vai, conversa vem... Acabamos chegando ao assunto ilustração, interesse que temos em comum.

Eis que ele me apresenta o trabalho de um artista que eu não conhecia, e tenho a chance de fazer o mesmo por ele.
Trocamos desenhos e dicas, muito legal. Internet tem dessas coisas, tudo ao alcance de um clique.

Fiquei conhecendo o traço de Milo Manara. Gostei muito, pretendo comprar alguns livros, ler algumas histórias, já que até agora só vi seus desenhos pela Internet.
Linhas simples, profundo conhecimento das formas femininas. Me fez lembrar os tempos das aulas de modelo vivo na faculdade.

Em troca, apresentei as ilustrações de Boris Vallejo, meu artista preferido.
Mestre da Fantasy Art, suas pinturas a óleo por vezes parecem fotografias, de tão perfeitas. E a gente se perde ao admirar os detalhes, envolto no clima de sedução e mistério dos desenhos.

Abaixo, exemplos de como os dois artistas trataram o mesmo tema. Cada um a seu estilo.
À esquerda, desenho de Milo Manara. À direita, de Boris Vallejo.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2004

The point of no return

Eu, sendo levada de carro para o hospital. Por algum motivo (que eu não sei qual é) resolvem me internar, por tempo indefinido.

Sou instalada na cama, com direito a camisolinha estampada, daquelas que amarram atrás. Soro no braço, enfermeira tirando pressão. Médico vem, faz um monte de perguntas, pede um monte de exames, anota alguma coisa na ficha. Meu marido falando no celular com a minha mãe.
E eu achando tudo normal, como se fosse algo esperado.

Até que me dou conta: como ficar aqui tantos dias? E o computador? E a Internet? Orkut? MSN? Entro em pânico. Não por causa da minha (desconhecida) doença, mas por causa do meu isolamento forçado. Tenho que pensar em alguma coisa.

Já sei! Meu notebook. Peço que o tragam para mim, ele aparece. Mesmo tendo sido vendido há um tempão, hoje eu o tenho em minhas mãos. Ou melhor, no meu colo, em cima da colcha de hospital. Mas não tem Internet no hospital, não me deixam ligar na linha telefônica. Irritação. O jeito é me virar com mensagens no celular. Saco.

Segue-se a lista de afazeres, entregue a terceiros: atualizar o flog, com uma breve explicação. Atualizar o blog (redijo e entrego o texto, a letra horrível, pela falta de prática). Mudar o nick no MSN para "Estou no hospital. Mais informações, visite o flog ou o blog". E imprimir meus scraps e trazê-los para mim.

Então, ao final do dia, vêm os exames, trazido pelo médico que, sabe-se lá porque, era o Herson Capri. Parece competente, presto atenção no que ele diz. Tá dizendo que eu tô bem, já posso ir para casa, só preciso me cuidar. Que tudo vai ficar bem.
Acredito nele.

O vício me domina até nos sonhos. É isso, não há mais como negar.

quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Música do passado - Volume 1

A partir de agora eu vou, de vez em quando, postar algumas letras de músicas que eu gosto. Geralmente músicas que não são ouvidas hoje em dia, mas que em algum momento do passado fizeram sucesso. Algumas eu achei em mp3, outras não.

A música a seguir se chama Paixão, é da dupla de irmãos gaúchos Kleiton & Kledir. Eles fizeram bastante sucesso nos anos 80. Não conheço tudo deles, mas o que eu ouvia eu gostava. Enfim, essa letra é muito legal, e assim que eu conseguir achar essa música na net pra baixar, vou fazê-lo.


Paixão (Kleiton & Kledir)

Amo tua voz e tua cor
E teu jeito de fazer amor
Revirando os olhos e o tapete
Suspirando em falsete
Coisas que eu nem sei contar

Ser feliz é tudo que se quer
Ah! Esse maldito fecho eclair
De repente a gente rasga a roupa
E uma febre muito louca
Faz o corpo arrepiar

Depois do terceiro ou quarto copo
Tudo que vier eu topo
Tudo que vier, vem bem

Quando bebo perco o juízo
Não me responsabilizo
Nem por mim, nem por ninguém

Não quero ficar na tua vida
Como uma paixão mal resolvida
Dessas que a gente tem ciúme
E se encharca de perfume
Faz que tenta se matar

Vou ficar até o fim do dia
Decorando tua geografia
E essa aventura em carne e osso
Deixa marcas no pescoço
Faz a gente levitar

Tens um não sei que de paraíso
E o corpo mais preciso
Que o mais lindo dos mortais

Tens uma beleza infinita
E a boca mais bonita
Que a minha já tocou



Kleiton & Kledir

sexta-feira, 12 de novembro de 2004

Eu sou contraditória, insegura, volúvel e incoerente.

Às vezes a gente fala uma coisa de maneira casual, natural, e tem uma epifania.
Eu estava comentando no blog de um amigo hoje quando, ao reler as palavras antes de postar, vi que, de maneira simples, havia me resumido.
Essas palavras viraram o título deste post.

Eu não consigo ter uma música preferida, um filme preferido, um livro preferido (jamais conseguiria conceder uma daquelas entrevistas em que a gente tem que ter a resposta pra tudo isso na ponta da língua).
As minhas preferências mudam com minha idade, com a fase da vida em que me encontro, e até com meu humor. Eu hoje digo que gosto de uma coisa, amanhã posso não gostar mais. Ou o contrário.
Também posso apreciar coisas contraditórias e extremos, quando a maioria das pessoas opta por um ou por outro. Ou oscilar entre eles, sem saber qual prefiro.
Me reservo o direito de mudar de idéia quantas vezes quiser. De preferência, à medida que amadureço ou me aprofundo em determinados assuntos. Outras vezes, por puro capricho ou impaciência.

Por um lado, eu sou feliz assim. Me divirto com minhas idéias e raramente sinto tédio, pois consigo fazer novas leituras das mesmas coisas, rever meus conceitos.
Por outro, isso gera indecisão e uma certa insegurança. Mas são ossos do ofício.

Essas regras se aplicam a coisas e conceitos, pessoas são diferentes. Eu sou leal às pessoas que eu gosto, sou fiel, sou generosa.
Por isso eu gosto de tão poucas.